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A Quinta

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A propriedade onde se situa o complexo turístico Quinta Mãe dos Homens Garden Village faz parte de uma grande herança da família Leitão, que remonta ao início do século XVIII.

João José Rodrigues Leitão, banqueiro de profissão, natural de Ponto de Barca, norte de Portugal Continental, estabeleceu-se na Madeira no início de 1800, com o seu irmão Manuel Rodrigues Leitão, com o propósito de comprar terras. Adquiriu a Quinta de Nossa Senhora Mãe dos Homens, nome original da Quinta, em virtude de possuir uma Capela datada do século XVIII (1790), que invoca Nossa Senhora Mãe dos Homens.

À data, propriedade consistia numa vasta área de terrenos de cultivo que se estendiam da Choupana até à costa, uma Capela, a Sacristia e os aposentos do Padre da Freguesia da Rochinha. João José Rodrigues Leitão estendeu o edifício, no lado oeste da Capela, que, actualmente, continua a ser a residência da Família.

Entretanto, João José Rodrigues Leitão Jr, filho mais velho de Manuel Rodrigues Leitão, nascido em 1843, partira, ainda muito jovem, para África Ocidental. Recebeu o título de Visconde de Cacongo por decreto e carta datada de 1 de Agosto de 1884, pelo Rei D. Luís I de Portugal, pelos serviços prestados à Coroa Portuguesa em África Ocidental. Foi responsável pela ocupação de um território a norte do rio Zaire, actualmente conhecido por província de Cabinda de Angola (Cacongo). Em 1883, estabeleceu a lei Portuguesa sobre o Cacongo e Massabi, que passaram a fazer parte do território Português após a assinatura do Tratado de Berlim em 1885. Registrou seu brasão de armas em 1900, voltando à Madeira na virada do século. Casou com a filha do seu tio e comprou-lhe a propriedade, mantendo-a na Família, já que, à data, o seu tio atravessava graves dificuldades financeiras, tendo corrido o risco de perder a propriedade. Visconde de Cacongo dedicou o resto de sua vida ao trabalho filantrópico na comunidade. Faleceu em 1925, sem herdeiros (o seu filho faleceu durante a infância em África e a sua filha na Madeira).

Carlos Ernesto Rodrigues Leitão, seu sobrinho, herdou do tio a Quinta e o título Visconde de Cacongo, atribuído pelo Rei D. Manuel II, em 1927. Carlos Ernesto Rodrigues Leitão faleceu em 1957, sem herdeiros, tendo a Quinta sido herdada pela sua sobrinha, Dona Cecilia Leitão Branco e Brito Jardim, actual proprietária da Quinta.

O título de Visconde de Cacongo extinguiu-se, no entanto muitos Madeirenses conhecem a Quinta Mãe dos Homens por Quinta do Visconde. O busto de bronze do 1º Visconde, datado de 1915, obra de Francisco Franco, um dos mais conhecidos escultores de Portugal, encontra-se no jardim, no lado oeste da residência da Família.

Ao longo das gerações, a Capela foi e continua a ser utilizada pela Família, para baptizados, casamentos e funerais. A Capela pode ser visitada, mediante solicitação na Recepção.

Em 1990, a Quinta abriu as portas ao público, tendo, a partir desta data, dado início à sua actividade turística. Constitui uma pequena empresa familiar, um enorme motivo de orgulho para a Família, por lhe ter sido possível dar continuidade à preservação da mesma, após a adesão de Portugal à União Europeia a 1 de Janeiro de 1986, uma das consequências da Revolução do 25 de Abril de 1974 e subsequentes alterações que esta resolução provocou a nível económico, politico e social.

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